• Close
  • Prev
  • Next
  • vi-bo-ra:

    pelo canto do olho te vejo chegar e a tua presença me faz oscilar. em nada me chateia ser só tesão, eu sei que nosso corpo encaixa direitinho. e é quando você chega que eu desejo privacidade pra perguntar “você vem?”. queria pedir pra ficar essa noite e parte da manhã também. eu e você, alguma playlist aleatória e a sua barba arranhando meu corpo. quero fumar um, conseguir ler você sem disfarçar e em seguida te dedicar aquela da Ashira, sem arrependimento cantar ao pé do ouvido:

    “o que ninguém entende e só a nós dois convém
    te quero bem, num vai e vem
    e se disser que fica eu viro Louis Lane”

    é pedir demais?

    \
    vi-bo-ra

    pelo canto do olho te vejo chegar e a tua presença me faz oscilar. em nada me chateia ser só tesão, eu sei que nosso corpo encaixa direitinho. e é quando você chega que eu desejo privacidade pra perguntar "você vem?". queria pedir pra ficar essa noite e parte da manhã também. eu e você, alguma playlist aleatória e a sua barba arranhando meu corpo. quero fumar um, conseguir ler você sem disfarçar e em seguida te dedicar aquela da Ashira, sem arrependimento cantar ao pé do ouvido:

    "o que ninguém entende e só a nós dois convém
    te quero bem, num vai e vem
    e se disser que fica eu viro Louis Lane"

    é pedir demais?

    vi-bo-ra:

    lado a

    me sinto ligada em modo avião, mas dessa vez mais pra Tiee que Ludmilla. tá foda segurar e vestir uma máscara blasé quando passo por você. g-o-s-t-o-s-o. não tem definição melhor. é uma delícia te olhar, observar e absorver como o seu corpo se move. o problema é que eu quero mais, agora e depois também. quantas vezes forem necessárias pra te esquecer ou não ansiar o dia que a gente vai se cruzar; quero mais e com mais tempo, com pressa, com calma, com pausa, suor, olho no olho, com nossos sambas favoritos tocando. quero assim e de todo novo jeito que a gente conseguir pensar. “foi só te conhecer, minha vida mudou”. esse desejo-tesão que eu sinto me arrepia toda e fica a me assombrar. todo fim de noite que você se despede de mim falando amenidades baixinho no ouvido, de um jeito que ninguém consegue ver, quase escapa da minha boca: e aí, qual vai ser?

    \
    vi-bo-ra

    lado a

    me sinto ligada em modo avião, mas dessa vez mais pra Tiee que Ludmilla. tá foda segurar e vestir uma máscara blasé quando passo por você. g-o-s-t-o-s-o. não tem definição melhor. é uma delícia te olhar, observar e absorver como o seu corpo se move. o problema é que eu quero mais, agora e depois também. quantas vezes forem necessárias pra te esquecer ou não ansiar o dia que a gente vai se cruzar; quero mais e com mais tempo, com pressa, com calma, com pausa, suor, olho no olho, com nossos sambas favoritos tocando. quero assim e de todo novo jeito que a gente conseguir pensar. "foi só te conhecer, minha vida mudou". esse desejo-tesão que eu sinto me arrepia toda e fica a me assombrar. todo fim de noite que você se despede de mim falando amenidades baixinho no ouvido, de um jeito que ninguém consegue ver, quase escapa da minha boca: e aí, qual vai ser?

    zerpente:

    eu sou meio virginiana, te disse. nascer tão próximo da virada do sol astral tem dessas coisas. eu adoro ter controle, o que é irônico, já que as paixões nas quais eu vivo submersa não me concedem nenhum.

    eu adoro o som da sua respiração, mas não sei se sinto falta dela conforme os dias vão passando.

    ontem uma amiga me disse que não quer mais perder tempo com romancezinhos sem futuro. que não quer gastar a própria energia com essas coisinhas pequenas sem pretensão de ser algo mais. e, porra, eu também não. por isso que sentir sua falta soa ainda menor embora todo você tenha sido importante e bonito e gostoso pra mim.

    eu não quero quem não quer um amanhã comigo. esse é o máximo de controle que eu posso ter no amor. esse é o único tipo de controle que eu posso ter no amor. o controle sobre o que eu não quero e sobre o que eu não tolero pela ideia de não ser só

    porque eu gostei de você. como não gostaria? mas eu também gosto de mim. e eu sei que você também gostou de mim, mas se não foi o suficiente pra desejar estar comigo, meu bem, então não é o jeito certo e você me perguntou se eu inventei o jeito certo de ser amada, só que não. não há como ditar de que forma os outros vão me amar

    e eu não quero brincar, jogar, me distrair, sentar e esperar você decidir que espaço eu ocupo ou qual o meu valor

    eu quero amor. eu não aceito nada senão amor.

    e tá tudo bem. você não pode ou não quer ou não tá pronto. tudo bem.

    só que eu tô.

    então é aqui que a gente fica, ou melhor, é aqui que você fica.

    porque dessa vez, meu bem, eu vou

    (via zumbisrussos)

    \
    zerpente

    eu sou meio virginiana, te disse. nascer tão próximo da virada do sol astral tem dessas coisas. eu adoro ter controle, o que é irônico, já que as paixões nas quais eu vivo submersa não me concedem nenhum.

    eu adoro o som da sua respiração, mas não sei se sinto falta dela conforme os dias vão passando.

    ontem uma amiga me disse que não quer mais perder tempo com romancezinhos sem futuro. que não quer gastar a própria energia com essas coisinhas pequenas sem pretensão de ser algo mais. e, porra, eu também não. por isso que sentir sua falta soa ainda menor embora todo você tenha sido importante e bonito e gostoso pra mim.

    eu não quero quem não quer um amanhã comigo. esse é o máximo de controle que eu posso ter no amor. esse é o único tipo de controle que eu posso ter no amor. o controle sobre o que eu não quero e sobre o que eu não tolero pela ideia de não ser só

    porque eu gostei de você. como não gostaria? mas eu também gosto de mim. e eu sei que você também gostou de mim, mas se não foi o suficiente pra desejar estar comigo, meu bem, então não é o jeito certo e você me perguntou se eu inventei o jeito certo de ser amada, só que não. não há como ditar de que forma os outros vão me amar

    e eu não quero brincar, jogar, me distrair, sentar e esperar você decidir que espaço eu ocupo ou qual o meu valor

    eu quero amor. eu não aceito nada senão amor.

    e tá tudo bem. você não pode ou não quer ou não tá pronto. tudo bem.

    só que eu tô.

    então é aqui que a gente fica, ou melhor, é aqui que você fica.

    porque dessa vez, meu bem, eu vou

    vi-bo-ra:

    eu queria te ligar e dizer: vem! vem hoje, amanhã, quando quiser. me beija, dorme comigo, diz que vale a pena encarar as 14 horas de viagem.

    queria ouvir sua voz baixinho falando pra mim qualquer besteira ou elogiando quando me ouve cantar. tudo isso porque eu sinto sua falta e tenho cada vez mais certeza que é com você que quero estar.

    mas sou orgulhosa, não quero me declarar. sinto meu corpo retorcer, meu coração quase parar e me arrependo a cada segundo. tudo isso porque eu tento, mas não consigo esquecer e mais, não quero ser tão dependente de você.

    no final, meu lado racional diz que é loucura esperar isso de alguém, mas eu ainda espero.

    sempre espero.

    \
    vi-bo-ra

    eu queria te ligar e dizer: vem! vem hoje, amanhã, quando quiser. me beija, dorme comigo, diz que vale a pena encarar as 14 horas de viagem.

    queria ouvir sua voz baixinho falando pra mim qualquer besteira ou elogiando quando me ouve cantar. tudo isso porque eu sinto sua falta e tenho cada vez mais certeza que é com você que quero estar.

    mas sou orgulhosa, não quero me declarar. sinto meu corpo retorcer, meu coração quase parar e me arrependo a cada segundo. tudo isso porque eu tento, mas não consigo esquecer e mais, não quero ser tão dependente de você.

    no final, meu lado racional diz que é loucura esperar isso de alguém, mas eu ainda espero.

    sempre espero.

    zumbisrussos:

    eu sinto saudades específicas. a forma como o amor de alguém entranhava na minha carne. como eu parecia ferver então só me restava suar. não pra expulsar, mas pra refrescar e recomeçar o ciclo. um amor como o inferno mais bonito que eu pude conhecer. é claro que vivi outros, muitos outros, mas não valem o verbo (não aqui)

    o tom de voz mas também o gosto da língua. depois da cerveja do vinho da água do gurjão de peixe com limão que importa. o amor como a receita mais gostosa. você vai achar que tô inventando, mas não.

    eu sinto falta não de ser fodida, porque é fácil. eu sinto falta de ser refeita. de ter minha pele reconstruída pelo desejo de alguém. de chorar na ida não porque tenho medo da volta e sim porque a distância não parece ter outro sentido a não ser a derrota, provisória, da paz

    eu sinto falta do descanso. de ouvir e sentir outra respiração constante nas costas. de acordar pra ir ao banheiro e ter que se libertar de braços e pernas e lençóis e preguiças porque o seu amor é como um cachecol que esquenta sonhos em noites ainda mais quentes. tão quentes. queimando.

    eu sinto falta de quando tropeçava na sede na fome na ânsia que alguém tinha de mim. só de mim. como se eu fosse preciosidade. e você vai chamar de egoísmo, mas é. é egoísmo e eu não ligo de ser. eu não ligo de querer tudo de bom pra mim. eu deveria querer tudo de bom pra mim. e o seu amor precisa ser tudo de bom pra mim. então o meu vai ser tudo de bom pra você. porque deve. porque precisa. ainda que amar não seja sobre ser feliz

    saudade de te dizer que amar nunca vai ser sobre ser feliz. sempre sobre ser melhor. ser melhor que ontem. eu sinto saudade do jeito que você me fazia ser melhor que ontem. das coisas que eu pensava pra te dizer e te fazer ser melhor que ontem. de quando a gente deitava e se olhava pra se convencer.

    de que era gostoso. de que éramos bons. que estávamos melhores e mais fortes. que éramos felizes. que encaixávamos bem. que o nosso gosto na boca do outro era como alguém que viajou durante muito tempo e resolveu voltar pra casa.

    a gente se olhando pra se repetir tudo isso e pra acreditar nisso tudo. eu sinto saudade. e eu sinto saudade mais porque fracassamos, sabe?

    e eu faria tudo de novo. tudo. inclusive fracassar.

    esse me pegou demais

    \
    zumbisrussos

    eu sinto saudades específicas. a forma como o amor de alguém entranhava na minha carne. como eu parecia ferver então só me restava suar. não pra expulsar, mas pra refrescar e recomeçar o ciclo. um amor como o inferno mais bonito que eu pude conhecer. é claro que vivi outros, muitos outros, mas não valem o verbo (não aqui)

    o tom de voz mas também o gosto da língua. depois da cerveja do vinho da água do gurjão de peixe com limão que importa. o amor como a receita mais gostosa. você vai achar que tô inventando, mas não.

    eu sinto falta não de ser fodida, porque é fácil. eu sinto falta de ser refeita. de ter minha pele reconstruída pelo desejo de alguém. de chorar na ida não porque tenho medo da volta e sim porque a distância não parece ter outro sentido a não ser a derrota, provisória, da paz

    eu sinto falta do descanso. de ouvir e sentir outra respiração constante nas costas. de acordar pra ir ao banheiro e ter que se libertar de braços e pernas e lençóis e preguiças porque o seu amor é como um cachecol que esquenta sonhos em noites ainda mais quentes. tão quentes. queimando.

    eu sinto falta de quando tropeçava na sede na fome na ânsia que alguém tinha de mim. só de mim. como se eu fosse preciosidade. e você vai chamar de egoísmo, mas é. é egoísmo e eu não ligo de ser. eu não ligo de querer tudo de bom pra mim. eu deveria querer tudo de bom pra mim. e o seu amor precisa ser tudo de bom pra mim. então o meu vai ser tudo de bom pra você. porque deve. porque precisa. ainda que amar não seja sobre ser feliz

    saudade de te dizer que amar nunca vai ser sobre ser feliz. sempre sobre ser melhor. ser melhor que ontem. eu sinto saudade do jeito que você me fazia ser melhor que ontem. das coisas que eu pensava pra te dizer e te fazer ser melhor que ontem. de quando a gente deitava e se olhava pra se convencer.

    de que era gostoso. de que éramos bons. que estávamos melhores e mais fortes. que éramos felizes. que encaixávamos bem. que o nosso gosto na boca do outro era como alguém que viajou durante muito tempo e resolveu voltar pra casa.

    a gente se olhando pra se repetir tudo isso e pra acreditar nisso tudo. eu sinto saudade. e eu sinto saudade mais porque fracassamos, sabe?

    e eu faria tudo de novo. tudo. inclusive fracassar.

    poesia-avulsa

    esse me pegou demais

    zumbisrussos:

    quanto o teu desejo de amor cabe na vida real?

    quanto ele tá pronto pra lidar com as falhas e brigas e espaços e ônibus lotado e contas atrasadas e reuniões indesejadas e chefes difíceis e tempo perdido?

    quanto o seu amor está disposto a sobreviver enquanto todo o resto das pessoas e coisas vive e grita e ocupa parcelas cada vez maiores na nossa cabeça?

    quanto você está disposto a entregar? e quanto você aprendeu a receber? a aceitar? porque parte do amor também é assimilar merecimento e doação

    quanto seu afeto resiste ao que se planejou, mas não deu certo?

    você vai saber exigir o mínimo? e além do mínimo? porque amor não é um contrato básico, o amor não é alternativa aos entediados, ele não é a coisa que você viu num livro e que tá louco pra experimentar na prática

    quanto de rotina você tá disposto a engolir? e quando ficar chato? e quando ficar repetitivo? e quando só restar vocês dois na sala, repetindo assuntos, falando das mesmas pessoas

    quanto você sabe que o amor não é suficiente?

    porque não é

    quanto você tem do resto? e o que é o resto, você sabe? sabe quanto?

    [uma vez alguém me disse que a ideia de amar soa como um bálsamo até que você perceba que a ideia é perfeita, mas o amor não]

    porque ele não está nos livros, nos filmes, nas músicas

    o amor tá na rua

    quanto você tem medo de abrir a porta e se deixar sair?

    \
    zumbisrussos

    quanto o teu desejo de amor cabe na vida real?

    quanto ele tá pronto pra lidar com as falhas e brigas e espaços e ônibus lotado e contas atrasadas e reuniões indesejadas e chefes difíceis e tempo perdido?

    quanto o seu amor está disposto a sobreviver enquanto todo o resto das pessoas e coisas vive e grita e ocupa parcelas cada vez maiores na nossa cabeça?

    quanto você está disposto a entregar? e quanto você aprendeu a receber? a aceitar? porque parte do amor também é assimilar merecimento e doação

    quanto seu afeto resiste ao que se planejou, mas não deu certo?

    você vai saber exigir o mínimo? e além do mínimo? porque amor não é um contrato básico, o amor não é alternativa aos entediados, ele não é a coisa que você viu num livro e que tá louco pra experimentar na prática

    quanto de rotina você tá disposto a engolir? e quando ficar chato? e quando ficar repetitivo? e quando só restar vocês dois na sala, repetindo assuntos, falando das mesmas pessoas

    quanto você sabe que o amor não é suficiente?

    porque não é

    quanto você tem do resto? e o que é o resto, você sabe? sabe quanto?

    [uma vez alguém me disse que a ideia de amar soa como um bálsamo até que você perceba que a ideia é perfeita, mas o amor não]

    porque ele não está nos livros, nos filmes, nas músicas

    o amor tá na rua

    quanto você tem medo de abrir a porta e se deixar sair?

    Enable mobile theme
    On the Customize screen turn off the Use default mobile theme option under Advanced Options.


    Photo posts not showing correctly?
    Turn on the new "Show Photos Only" option.


    Further instructions here fix photo posts.


    Display avatar image
    Upload an image to the "Header Avatar" option, square images work best.


    Remove stash credit
    Remove the stash logo from your website by getting a Full License.


    More help & customization
    If you still need more check out our help section or the theme docs.